terça-feira, 27 de outubro de 2009

Aquele que é poderoso... Tudo pode ?


Não poderemos ter correto conceito de Deus, se não pensarmos nEle como onipotente, igualmente como onisciente. Quem não pode fazer o que quer e não pode realizar o que lhe agrada, não poder ser Deus. Como Deus tem uma vontade para decidir o que julga bom, assim tem poder para executar a Sua vontade. "O poder de Deus é aquela capacidade e força pela qual Ele pode realizar tudo que Lhe agrade, tudo que a Sua sabedoria dirija, tudo que a infinita pureza da Sua vontade resolva. "... como a santidade é a beleza de todos os atributos de Deus, assim o poder é aquilo que dá vida e movimento a todas as perfeições da natureza divina. Como seriam vãos os conselhos eternos, se o poder não interviesse para executá-los! Sem o poder, a Sua misericórdia seria apenas uma débil piedade, as Suas promessas um som vazio, as Suas ameaças mero espantalho. O poder de Deus é como Ele mesmo: infinito, eterno, incompreensível; não pode ser refreado, nem restringido, nem frustrado pela criatura"(S.Charnock).

"Uma coisa disse Deus, duas vezes a ouvi: que o poder pertence a Deus" (Sl.62:11). "Uma coisa disse Deus", ou segundo a versão autorizada, KJ, 1611, "Uma vez falou Deus": nada mais é necessário! Passarão os céus e a terra, porém a Sua palavra permanece para sempre. "Uma vez falou Deus": como Lhe fica bem a Sua majestade divina! Nós, pobres mortais, podemos falar muitas vezes e, contudo, sem sermos ouvidos, Ele fala somente uma vez, e o trovão do Seus poder é ouvido em mil montanhas. "E o Senhor trovejou nos céus, o Altíssimo levantou a sua voz; e havia saraiva e brasas de fogo. Despediu as suas setas, e os espalhou: multiplicou raios, e os perturbou. Então foram vistas as profundezas das águas, e foram descobertos os fundamentos do mundo; pela tua repreensão, Senhor, ao soprar das tuas narinas" (Sl.18:13-15).

"Uma vez falou Deus": vede a Sua imutável autoridade, "Pois quem no céu se pode igualar ao Senhor? Quem é semelhante ao Senhor entre os filhos dos poderosos?" (Sl.89:6). "E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra: não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: que fazes?" (Dn.4:35). Esta realidade foi amplamente descortinada quando Deus Se encarnou e tabernaculou entre os homens. Ao leproso ele disse: "... sê limpo. E logo ficou purificado da lepra" (Mt.8:3). A um que jazia no túmulo já fazia quatro dias, ele bradou: "... Lázaro, sai para fora. E o defunto saiu..."(Jo.11:43-44). Os ventos tempestuosos e as ondas bravias se aquietaram a uma só palavra Dele. Uma legião de demônios não pôde resistir à Sua ordem repassada de autoridade.

"O poder pertence a Deus", e somente a Ele. Nem uma só criatura, no universo inteiro, tem sequer um átomo de poder, salvo o que é delegado por Deus. Mas o poder de Deus não é adquirido, nem depende do reconhecimento de nenhuma outra autoridade. Pertence a Ele inerentemente. "O poder de Deus é como Ele mesmo, auto-existente, auto-sustentado. O mais poderoso dos homens não pode acrescentar sequer uma sombra de poder ao Onipotente. Ele não se firma sobre nenhum trono reforçado; nem se apoia em nenhum braço ajudador. Sua corte não é mantida por Seus cortesãos, nem toma Ele emprestado das Suas criaturas o Seu esplendor. Ele próprio é a grande fonte central e o originador de toda energia" (C.H.Spurgeon). Toda a criação dá testemunho, não só do grande poder de Deus, mas também da Sua inteira independência de todas as coisas criadas. Ouça o Seu próprio desafio: "Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medida, se tu o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina? (Jó 38:4-6). Quão completamente o orgulho do homem é lançado ao pó!

"Poder é usado também como um nome de Deus, "... o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu"। (Mc।14:62), isto ;e, à destra de Deus. Deus e poder são tão inseparáveis que são recíprocos. Como a Sua essência é imensa, não pode ser confinada a um lugar; como é eterna, não pode ser medida no tempo; assim a Sua essência é todo-poderosa, não sofrendo limite para a ação"(S.Charnock). "Eis que isto não apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele! Quem pois entenderia o trovão do seu poder? "(Jó 26:14). Quem é capaz de contar todos os monumento do Seu poder? Mesmo aquilo que é demonstrado do Seu poder na criação visível está inteiramente fora da nossa capacidade de compreensão, e menos ainda podemos conceber da onipotência propriamente dita. Há infinitamente mais poder abrigado na natureza de Deus do que o expresso em todas as Suas obras.


Por
Arthur W. Pink


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Nada sinto, apenas sei que Deus me ama



Ricardo Sá
Muitas vezes, nós não compreendemos os desígnios de Deus para nossas vidas. Esses dias, ouvi uma história que me deixou muito triste. Adão e Ana Paula perderam o seu filho num acidente doméstico. O pai foi sair de casa com o carro, não viu que o filho estava atrás do automóvel pelo lado de fora, e o matou.Imagine a dor deste homem, o que ele está sentindo. Esta família ligou aqui na Canção Nova para contar a sua história e pedir oração. Apesar da dor, eles não culparam Deus pelo acontecido; muito pelo contrário, refugiaram-se n'Ele para superar esta grande perda.Tem sido fácil sua caminhada? Acredito que não, porque a de ninguém é. Ana Paula e Adão tinham certeza de que Deus jamais os abandonaria, mesmo com esta dor imensa. O Senhor ama você e, no Seu infinito amor, o envolve nesta experiência incrível. Mas agora você pode se perguntar: se o Pai me ama tanto, por que essa dor?Nosso Senhor deseja que vivamos uma fé conduzida por uma decisão árdua, guerreira. Abra a sua Bíblia em Salmos 9-22: "Senhor, por que ficais tão longe? Por que vos ocultais nas horas de angústia?”
"Nosso Senhor deseja que vivamos uma fé conduzida por uma decisão árdua"
Foto: Wesley Almeida/ Fotos CNA Palavra de Deus nos encoraja a acreditar na misericórdia divina. Há dias em que nós não sentimos a presença do Senhor, parece que Ele está muito distante de nós. Mas é nesta hora que precisamos nos agarrar na fé e acreditar que o Pai sabe o que faz.A oração mais linda é aquela que sai do nosso coração. Fale com Deus, converse com Ele sobre suas dores, pergunte por que isso aconteceu com você. Jesus já questionou o seu Pai na cruz: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?”. Nós não entendemos as decisões do Senhor nem precisamos entendê-las, mas é fundamental que confiemos n'Ele!Veja agora o Evangelho de São Mateus 7, 13-14:"Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram."
"Nós não entendemos as decisões do Senhor nem precisamos entendê-las, mas é fundamental que confiemos n'Ele!"
Foto: Wesley Almeida/ Fotos CNDeus quer transformar o seu modo de pensar, de agir, de decidir a vida... Seguir os passos de Jesus não é um convite para o prazer, para a felicidade eterna; mas, um convite para entrar num caminho estreito e difícil। Ser cristão é duro, mas é muito compensador, pois experimentamos uma alegria inexplicável। Jesus já dizia: “Quem quiser me seguir, renuncia a si mesmo, pegue sua cruz e me siga!”


Transcrição e adaptação: Ariane Fonseca








quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A Soberania de Deus e o responsável homem 2ª PARTE

Justiça pela LEI ou justiça pela FÉ???
Embora Paulo soubesse que os judeus agora estariam num estado de rejeição, ele sabia também que Deus ainda era gracioso (Romanos 10:1). Os judeus tinham um zelo apaixonado pelas coisas de Deus, pelos assuntos da religião. Neste sentido muitos dos judeus eram, sem dúvida, bastante sinceros; mas sinceridade não constitui verdadeira piedade (v. 2). Em oposição à justiça de Deus, decidiram estabelecer a sua própria justiça porque “não apreenderam o que tinha sido revelado”. Não porque não tivessem tido a oportunidade! Logo, a sua ignorância era voluntária e criminosa (v. 3). Tinham recusado a revelação do Messias que é o fim do esforço da auto-justiça em guardar a justiça (v. 5). Apegavam-se à Lei, mas a Lei em si mesmo é contra a Lei como caminho de assegurar a justiça (v. 5). O caminho correcto de reconciliação com Deus já tinha sido expresso por Moisés (Deutoronómio 30.11-14). A impossibilidade não é pedida; nem o subir aos altos céus, nem o descer ao mais profundo abismo afim de obter esta justiça (Vs. 6-7). Pelo contrário, a justiça está presente e ao teu alcance.
O caminho da salvação é agora claro porque a Lei é magnificada e honrada pela morte e ressurreição de Jesus Cristo. Se alguém confessa fé em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador, esse será salvo pela justiça de Cristo que lhe é imputada através da fé. Contudo, nenhuma fé é justificadora que não seja também poderosa na santificação do coração, regulando todos os seus afectos pelo amor de Cristo (Vs. 8-10). Mais uma vez Paulo atesta que o caminho da salvação é o mesmo tanto para judeus como para os gentios. E todo aquele (gentios e judeus) que assim crerem não serão desapontados, como dizem as Escrituras (V. 11). Todos são igualmente bem-vindos a esta salvação. O judeu não tem aqui qualquer privilégio especial, e disto o grego (gentio) não é rejeitado. Um simples caminho de salvação é proposto a todos: fé no Senhor Jesus Cristo. Nem a ninguém que ouça a doutrina da salvação e acredite como lhe é ordenado, lhe seja permitido orar sem esperança ou suplicar sem sucesso o trono da Graça (Vs. 12-13).

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Dez coisas que odeio em você, IGREJA


Li essa semana uma slongan bastante interessante que revela o quanto a igreja esta em baixa nos últimos tempos: ODEIO A IGREJA, NÃO JESUS!

A lista abaixo relacionada é direcionada à igreja institucional, à igreja-empresarial, ao clube de entretenimento, assim falsificada e vendida ao poder temporal. Não me refiro absolutamente à igreja verdadeira, ao remanescente fiel que muitas vezes está contido nessa igreja caricata dos nossos dias.

Compartilho aqui o sentimento de inconformação de Davi quando disse a Deus: Não aborreço eu, Senhor, os que te aborrecem? e não abomino os que se levantam contra Ti? Aborreço-os com ódio consumado, para mim são inimigos de fato.
O que eu odeia em ti, igreja dos nosso tempos?

1. A TUA PRETENSÃO OSTENSIVA de tu te veres superior a tudo e a todos, e com esse orgulho besta, deixas de ser reconhecida como voz de Deus e agência do Reino no mundo. Ao contrário, deverias te afastar pra bem longe dessa vaidade luciferiana e cair em si, voltando a servir humildemente ao mundo ao qual foste enviada.

2. QUANDO INFLEXÍVEL, IMPÕES O DETESTÁVEL LEGALISMO COMO FORMA DE CAMINHADA CRISTÃ com regras insuportáveis que mantém teus membros eternamente cativos a infantilidade na fé, ao invés de conduzi-los à maturidade cristã que alcança a essencial liberdade consciente e anda maduramente nas pegadas de Jesus de Nazaré.

3. A TUA CEGUEIRA REDUCIONISTA que não discerne claramente o Reino além de tuas limitadas fronteiras, expandindo a visão para ver e aceitar outras formas de expressão, de serviço cristão, de culto e de obras que também glorificam a Deus e contribuem para a expansão do Reino na terra.

4. A TUA FORMA DE JULGAR SUMARIAMENTE as pessoas, se são merecedoras do céu ou do inferno, como se coubesse a ti essa prerrogativa divina de seleção. Deveria tu saber que essa é uma ação exclusiva de Deus.

5. A TUA DISCIPLINA CORRETIVA que sempre exclui e joga fora todo aquele que desgraçadamente tropeça por algum motivo, levando invariavelmente o “disciplinado” ao abandono, e ferido, a morrer a míngua.

6. A TUA FORMA ANTIBÍBLICA DE EVANGELIZAR, definindo prazo de mudança para as pessoas ”aceitarem Jesus”, exigindo uma conversão urgente e superficial baseada na adequação compulsória às regras de teus usos e costumes, e não na radical soberana transformação do Espírito Santo, de dentro para fora, e no livre tempo de Deus.

7. A TUA VISÃO MISSIONÁRIA/ EVANGELÍSTICA DISTORCIDA que em nome do “ide” retira as pessoas de suas áreas de convivência na sociedade onde exerciam posições estratégicas para alcançar seus semelhantes, para mantê-los circunscritos à área do templo, transformando-os em pessoas inativas ou em obreiros alienados que desconhecem o que se passa no mundo que os rodeiam.

8. O TEU ABUSO DE PODER arrastando milhares de PESSOAS SINCERAS, frágeis, crédulas, simplórias, despreparadas e desavisadas à exaustão, ao esgotamento, ao sofrimento, à decepção, e a se sentirem absolutamente usurpadas física, emocional, material e espiritualmente. Essas pobres vítimas do teu poder abusivo se tornam amargas e refratárias para o Evangelho para sempre, fechadas para qualquer possibilidade de pensarem em Deus ou em coisas relacionadas a ti.

9. A FORMA IMORAL COM QUE TEUS LÍDERES LIDAM COM AS FINANÇAS, manipulando o dinheiro que entra em teus cofres de forma irresponsável, desonesta, revelando que são subjugados pelo deus Mamon. Reproduzes pastores que amam posição, poder, e o dinheiro, tornando-os cheios de avareza e de ganância. ISSO TEM CAUSADO GRANDES ESCÂNDALOS E DANOS IRREVERSÍVEIS PARA O EVANGELHO, E TU ÉS DIRETAMENTE RESPONSÁVEL POR ISSO!

10. E por último, odeio quando MENTES, ASSEVARANDO QUE FORA DE TI, AS PESSOAS NÃO PODEM SOBREVIVER. Saiba que existem milhões de pessoas que nunca adentraram em teus átrios e mesmo assim oram, têm temor, discernimento, maturidade, ética, moral e dignidade, muitas vezes, mais apurados que teus pobres membros pretensiosos.
Sobretudo, há uma forma difícil, dolorida, mas possível, que pode mudar radicalmente esse quadro sombrio: TENS QUE PASSAR PELO PORTAL DO ARREPENDIMENTO. Com diria Jesus, Lembra-te de onde caíste e arrepende-te...


A seguir, 10 coisas que amo em você, Igreja.

Manoel DC (Mais um conspirador do Reino)



domingo, 18 de outubro de 2009

Sensacional a Canção

A Soberania de Deus e o Responsável Homem 1ª PARTE


Num reino distante, um homem ofende o seu rei e é imediatamente colocado na prisão. Pouco tempo depois, um mensageiro do rei vai ter com o preso e, ainda em prisão, diz-lhe que se ele vier diante do rei, ajoelhar-se e, humildemente, implorar o seu perdão, não somente será posto em liberdade, mas será significativamente enriquecido e honrado. O prisioneiro pensa seriamente na proposta, arrepende-se sinceramente da ofensa iníqua ao seu rei, e voluntariamente se quer prostrar diante dele pois aceita com alegria a oferta real. Ele quer sair da prisão, mas está limitado pelas paredes com as suas barras de aço e portão de ferro.

Outro homem também ofende o seu rei e é também colocado numa prisão. Contudo, este homem é muito ingrato, de mente perversa e o seu coração está repleto de ódio pelo seu rei. Algum tempo depois, o rei compassivo envia um mensageiro à prisão, ordena que o prisioneiro seja libertado dos grilhões que o acorrentam e que a porta da prisão seja aberta. Fala com o prisioneiro e diz-lhe que se ele vier diante do rei, ajoelhar-se diante dele e pedir perdão pela sua má conduta, será perdoado, libertado e colocado num lugar de alta dignidade. Todavia, ele é tão teimoso e cheio de arrogância que não pode querer aceitar tão amável oferta. O seu orgulho e a oposição do seu coração são de tal ordem que a hostilidade ao seu rei exerce sobre ele uma influência maior que qualquer promessa real. Ele decide continuar na prisão!

A responsabilidade humana na salvação e na proclamação do Evangelho é um assunto que choca o raciocínio humano. Se Deus predestinou tudo o que vai acontecer, qual é a minha responsabilidade na resposta ao evangelho? E se Deus realmente elegeu os que haverão de conhecer a salvação, e se Deus não falha os seus intentos, qual é o propósito de evangelizar? Onde é que a responsabilidade humana encaixa nos decretos eternos de Deus?

Rei de todas Eras - Hermes C. Fernandes

sábado, 17 de outubro de 2009

Joelma, da banda Calypso, conta seu testemunho e sua rotina com Deus


A cantora da banda Calypso, que é evangélica, revela alguns dos milagres que experimentou.
A loira faz questão de ler a bíblia e meditar todos os dias.
Depois de passar a tarde desta quarta-feira (7) gravando o programa Tudo é Possível, da Record, que vai ao ar domingo (11), Joelma, vocalista da banda Calypso, falou sobre sua religiosidade. A loira é freqüentadora da igreja Assembleia de Deus desde criança. A leitura de um trecho da Bíblia todos os dias e a meditação sobre ele faz parte de sua rotina pessoal diária.
Segundo Joelma, a proximidade com Deus resultou em muitos milagres em sua vida. Um deles aconteceu há dois anos, época em que vinha uma imagem com freqüência em sua mente: Joelma estava no centro de sua casa, em Belém, no Pará, com um grupo de pessoas orando em volta dela. A cantora comentou com uma pessoa com quem costumava fazer orações e foi aconselhada a fazer “o que Deus pedia”.
Assim, ela marcou uma reunião para a terça-feira seguinte. No sábado anterior ao encontro, Joelma caiu dentro do ônibus do grupo, quando o motorista fez uma manobra complicada.
- Fui jogada da cama para a parede e bati minhas costas em uma saliência na porta do banheiro. Não consegui levantar o tronco. Meus movimentos foram parando e, na terça-feira, não andava mais. Nós nos reunimos mesmo assim e, no dia seguinte, um milagre me curou. Fui a um programa de TV, onde me apresentei e fiz tudo o que costumo fazer no palco.
R7/Notícias Cristãs

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

PACIFICAÇÃO X PASSIVISMO



“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9)A pacificação é uma marca inerente ao que recebe o novo nascimento. Aquele que nasce do Espírito recebe o selo de Deus, isto é, o Espírito de Cristo é impresso na alma do neoconverso de forma que este é absorvido pela vida e pensamentos de Cristo. Os pacificadores serão chamados filhos de Deus por que a pacificação é nada menos que o traço do caráter de Deus delineado em nossa vida. Assim como os filhos dos homens carregam traços genéticos herdados dos pais, também os filhos de Deus carregam características espirituais herdadas daquele que os gerou espiritualmente.Pacificação não é passividade. Alguns, por se considerarem pessoas de paz, nunca se manifestam contra as injustiças, os abusos e a violência. É a turma do “não tenho nada com isso”. O problema é que ninguém é uma ilha e o problema de qualquer pessoa é problema de toda sociedade. Ser passivo diante disso é não ser pacificador. Pacificador significa construtor da paz. É, portanto, uma condição ativa, exige empenho, luta e disposição. Como disse Ápio Cláudio “se queres paz, prepare-se para guerra”.Não é pacificador quem se omite dos problemas de violência nas nossas cidades. Não é pacificador quem fica passivo vendo mulheres e crianças sendo espancadas por brutalhões covardes. Não é pacificador quem não se pronuncia diante dos abusos cometidos pelas autoridades civis e religiosas. Não é pacificador quem não toma as dores do sofredor e não se levanta contra toda forma de opressão. Quem se omite diante disso, coopera com isso, é conivente com o mal. Não é filho de Deus quem não é pacificador.A dificuldade que temos em diferenciar passividade e pacificação é a mesma dificuldade que temos em conciliar o fato de Deus ser relatado como ‘Deus de paz’ (Romanos 15:33) e também ‘Homem de Guerra’ (Êxodo 15:3).Deus é pacificador, mas não passivo. Diante de tanta maldade humana não se pode esperar a paz de forma passiva. É necessário tomarmos atitudes firmes, sem violência, mas firmes. É preciso, após a devida constatação, contestar e denunciar a violência, a corrupção e as injustiças, pois quem é passivo, jamais será pacificador.A passividade atua em função do egocentrismo. Ela é a exata expressão daqueles que apenas não querem se incomodar com ninguém, nem por ninguém, daqueles que não se importam com o sofrimento alheio, daqueles que não sabem o sentido da compaixão e da solidariedade, daqueles que não sabem o que é viver, daqueles que nada mais são do que espectro de homem, que passam pela vida sem dela extrair a essência da existência, sem nela deixar o perfume do legado cristão.A pacificação atua em função do próximo e busca o bem comum, ainda que isso lhe custe a calma, o sono, o bem-estar, o conforto e até mesmo a serenidade, tal qual o próprio Cristo se portou no templo, diante daqueles que faziam do ambiente de oração uma oportunidade de explorarem a fé dos indoutos. Era aquele o primeiro relato de comércio da fé que viria a ser tão comum nos dias de hoje.O mesmo Cristo que oferecia a face direita quando era ferido à esquerda, também sabia contestar, denunciar, se manifestar e repudiar os atos de injustiça social, hipocrisia religiosa e dominação política.Os filhos de Deus são pacificadores, mas jamais passivos.Assim, “se queres paz, prepare-se para guerra. Se não queres guerra, então descanse em paz”
Postado por Julio Zamparetti Fernandes

Corações ardentes para iluminar o Mundo


Uma das figuras que mais me intrigam nas Escrituras é João Batista, o primo excêntrico de Jesus. Quanto mais leio sobre ele, mais me identifico com sua história. Dentre os testemunhos que Jesus dá acerca do último dos profetas da Antiga Aliança, chama-me a atenção aquele em que diz: “João era a lâmpada que ardia e iluminava, e vós escolhestes alegrar-vos por algum tempo com a sua luz” (João 5:35).

Repare num detalhe: Para iluminar, a lâmpada tem que arder!

Havia algo apaixonante em João, que atraia as pessoas, a ponto de elas deixarem o conforto de seus lares para ouvi-lo no deserto, um dos mais inóspitos ambientes da terra.

As pessoas se sentiam atraídas a ele como mosquitos atraídos pela luz.

Jesus disse que somos a luz do mundo. O problema é que queremos iluminar sem arder. Somos uma geração apática, sem fogo, sem paixão. Não me refiro àquela paixão incitada por melodias melosas, mas uma paixão consciente pela verdade e pela possibilidade de transformação do mundo.

Embora João jamais tenha realizado qualquer milagre, Jesus não hesitou considerá-lo o maior expoente dentre os profetas. Maior que o próprio Elias, que fez descer fogo do céu por diversas vezes. Maior que Moisés, o Legislador de Israel, que dentre muitos milagres, fez abrir o Mar Vermelho para que os hebreus escapassem do exército egípcio. Pra Jesus, João não foi apenas o maior dos profetas, mas o maior de todos os homens:

“Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista; contudo, o menor no reino dos céus é maior do que ele” (Mt.11:11).

Com João, encerrava-se uma Era. Ele era como “o último dos Moicanos”. Cristo vinha anunciar a Era do Reino de Deus. E o menor dos cidadãos do Seu Reino, poderia ser considerado maior que João.

Ora, somos os cidadãos do Reino de Deus. Por que deveríamos ser considerados maiores que João? Para respondermos a esta pergunta, teremos que compreender melhor a diferença entre as duas alianças, a do Monte Sinai e a do Monte Gólgota.

Paulo diz que Deus “nos fez capazes de ser ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica” (2 Co.3:6). A letra em questão é uma alusão às tábuas da Lei, recebidas por Moisés no Monte Sinai.

João era ministro da Velha Aliança. Nós somos ministros da Nova Aliança.

A Lei foi chamada de “ministério da morte, gravado com letras em pedras”. De fato, ela veio “em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente” (v.7). Preste atenção neste detalhe: a glória revelada no rosto de Moisés era desvanecente, isto é, fugaz, passageira, que estava destinada a diminuir gradativamente.

Era esta a glória do ministério dos profetas, inclusive de João.

O texto sagrado diz que Moisés, ao descer do Monte, teve que cobrir sua face por causa da glória que nele resplandecia. Muitos acreditam que tal medida foi necessária para que os filhos de Israel pudessem olhar pra ele. Porém Paulo nos revela a verdadeira razão:

“E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face para que os filhos de Israel não fitassem o fim daquilo que desvanecia” (v.13).

Moisés percebeu que à medida que descia do Monte, a glória diminuía. O que os filhos de Israel pensariam disso? Para encobrir-lhes tal realidade, o profeta preferiu usar um véu.

Em contraste com essa glória desvanecente, a glória da Nova Aliança é permanente e definitiva (v.11). Por isso, não precisamos cobrir nossa face.

João compreendeu perfeitamente isso, quando disse acerca de Jesus: “Convém que Ele cresça, e eu diminua”. Uma glória se esvai pra que a outra venha em caráter definitivo.

Porém, ambas devem produzir ardor em seus expoentes.

Para iluminarmos, isto é, para resplandecermos a glória de Deus em nossas vidas, nosso coração deve arder como ardia o coração dos discípulos que encontraram Jesus à caminho de Emaús.

Há, entretanto, uma diferença entre o arder da Antiga Aliança, e o arder da Aliança Definitiva.

No primeiro encontro que Moisés teve com Deus no deserto, ele avistou uma sarça que ardia, porém não se consumia (Êx.3:2).

E foi justamente isso que o atraiu à sarça. Quando a glória se foi, a sarça se manteve intacta.

Da mesma maneira, a glória da Antiga Aliança mantinha intacta a natureza humana. Por isso, ela desvanecia. O ego humano não lhe servia de combustível.

Já na Nova Aliança as coisas são bem diferentes. Nosso “eu” não pode ser poupado. Basta olhar para Paulo, que considerava que se “eu” estava crucificado com Cristo. Em 2 Coríntios 12:15, ele diz:

“Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado.”

Portanto, a chama que deve arder em nós e nos consumir é o AMOR. E para iluminar os que estiverem à nossa volta, não poderemos nos poupar.

Não há como nos mantermos intactos, enquanto a chama do Espírito arde em nós. Sua glória consome nosso orgulho, nossa prepotência, nossa vaidade, de maneira que já não vivemos mais, mas Cristo vive através de nós (Gl.2:20).

Somos ofuscados pela glória, de forma que quem fitar em nós, em vez de nos ver, verá a glória de Cristo em nós.

Interessante notar que a glória resplandecente no rosto de Moisés foi escondida sob o tecido de um véu. Já a glória que resplandeceu no rosto de Jesus durante a Sua transfiguração, fez com que o tecido que cobria todo o Seu corpo fosse igualmente transfigurado (Mt.17:1-8).

Assim também, a glória colocada em nós deve tocar e “transfigurar” toda a realidade à nossa volta. Isso inclui a cultura, a educação, a ciência, e tudo mais.

Nada escapa do escopo dessa glória.

Embora lá estivessem Elias e Moisés, dois dos maiores ícones da Antiga Aliança, quando os discípulos fitaram seus olhos, a ninguém mais viram, a não ser Jesus. Seus corações ardiam tanto, que Pedro chegou a sugerir que se construíssem ali três tabernáculos. Porém, não se pode circunscrever a glória em alguns metros quadrados, e nem tentar contê-la por um espaço de tempo. A glória da Nova Aliança não pode ser contida por tabernáculos, nem escondida sob véus. Seu destino é encher todo o Cosmos, a fim de transfigurá-lo.

Que esta chama continue ardendo em nós, e nos consumindo, conduzindo-nos de glória em glória, até a manifestação final, o Dia Perfeito.

"A vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito" (Pv.4:18).

Os contemporâneos de João escolheram alegrar-se por algum tempo com a sua luz (Jo. 5:35).Nós, porém, fomos escolhidos para nos alegrar eternamente com a Luz do Novo Dia, um dia que jamais terá fim.

por Hermes C. Fernandes

Já não se fazem mais pastores como antigamente


"Pastorear é ter sede pela convivência; é cultivar relacionamentos; é interessar-se por saber como está cada ovelha".

Depois de 30 anos de ministério trabalhando em igrejas locais e numa grande denominação brasileira, mais 32 anos no exercício do magistério teológico, tenho refletido sobre o que dizem membros e líderes de muitas igrejas a respeito da atuação pastoral. E fico cada vez mais perplexo com o que presencio. Hoje, muitas ovelhas procuram ficar distantes de seu pastor por acreditarem que, ao se aproximarem do ministro, vão ouvir algum sermão ou receber uma tarefa.


Aí, concluem que pastor só serve para dar bronca ou se aproveitar de mão de obra útil e barata disponível nas igrejas – e ainda pagam a conta no fim do mês, dando o seu dízimo.Outras ovelhas demonstram estar cansadas de ver o narcisismo de seu pastor que, sempre cheio de si, faz elogiosas menções ao seu próprio nome sem qualquer vermelhidão na face. Mas há ainda casos em que o pastor, em vez de pastorear, cuidar do rebanho, acaba como que um verdadeiro gerente da congregação.


Ele agenda eventos, determina prioridades e supervisiona todas as atividades do rebanho, como um verdadeiro executivo dos púlpitos. O controle é tão grande, e muitas vezes exercido com mão de ferro, que o que chamam “obra de Deus” passa a ser mais importante que o próprio Deus. Para estes, o cristianismo deixou de ser vida, para ser apenas trabalho maçante.É possível também observar que muitos acabam agindo como despachantes do Senhor.


Há pastores e líderes que acreditam piamente que apenas a sua oração é que tem acesso livre e desimpedido a Deus. Assim, tendem a transformar suas ovelhas em servos do ministério, em vez de levá-las a depender de Deus. E o que dizer dos pastores “showmen”, que tranformam o culto em espetáculo? Para estes, minúcias como a data de aniversário ou o problema familiar de um determinado fiel passam em brancas nuvens.


Só se lembram da ovelha quando a vêem no culto.Todavia, ser pastor é muito, muito mais do que isso. Pastorear é ter sede pela convivência; é cultivar relacionamentos; é interessar-se por saber como está cada ovelha – quais são seus dilemas, suas ansiedades, suas angústias e até mesmo suas falhas, para poder ajudá-la no aperfeiçoamento de vida. Ser pastor é acordar de madrugada para orar pelos membros da congregação, por suas famílias. Ser pastor é depender de Deus para conseguir levar a sobrecarga do ministério, é partilhar suas atividades com um grupo de discipuladores.


É, já não se fazem pastores como antigamente...


Fonte: Projeto Amor, via Púlpito Cristão