quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A Soberania de Deus e o responsável homem 2ª PARTE

Justiça pela LEI ou justiça pela FÉ???
Embora Paulo soubesse que os judeus agora estariam num estado de rejeição, ele sabia também que Deus ainda era gracioso (Romanos 10:1). Os judeus tinham um zelo apaixonado pelas coisas de Deus, pelos assuntos da religião. Neste sentido muitos dos judeus eram, sem dúvida, bastante sinceros; mas sinceridade não constitui verdadeira piedade (v. 2). Em oposição à justiça de Deus, decidiram estabelecer a sua própria justiça porque “não apreenderam o que tinha sido revelado”. Não porque não tivessem tido a oportunidade! Logo, a sua ignorância era voluntária e criminosa (v. 3). Tinham recusado a revelação do Messias que é o fim do esforço da auto-justiça em guardar a justiça (v. 5). Apegavam-se à Lei, mas a Lei em si mesmo é contra a Lei como caminho de assegurar a justiça (v. 5). O caminho correcto de reconciliação com Deus já tinha sido expresso por Moisés (Deutoronómio 30.11-14). A impossibilidade não é pedida; nem o subir aos altos céus, nem o descer ao mais profundo abismo afim de obter esta justiça (Vs. 6-7). Pelo contrário, a justiça está presente e ao teu alcance.
O caminho da salvação é agora claro porque a Lei é magnificada e honrada pela morte e ressurreição de Jesus Cristo. Se alguém confessa fé em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador, esse será salvo pela justiça de Cristo que lhe é imputada através da fé. Contudo, nenhuma fé é justificadora que não seja também poderosa na santificação do coração, regulando todos os seus afectos pelo amor de Cristo (Vs. 8-10). Mais uma vez Paulo atesta que o caminho da salvação é o mesmo tanto para judeus como para os gentios. E todo aquele (gentios e judeus) que assim crerem não serão desapontados, como dizem as Escrituras (V. 11). Todos são igualmente bem-vindos a esta salvação. O judeu não tem aqui qualquer privilégio especial, e disto o grego (gentio) não é rejeitado. Um simples caminho de salvação é proposto a todos: fé no Senhor Jesus Cristo. Nem a ninguém que ouça a doutrina da salvação e acredite como lhe é ordenado, lhe seja permitido orar sem esperança ou suplicar sem sucesso o trono da Graça (Vs. 12-13).

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