domingo, 18 de outubro de 2009

A Soberania de Deus e o Responsável Homem 1ª PARTE


Num reino distante, um homem ofende o seu rei e é imediatamente colocado na prisão. Pouco tempo depois, um mensageiro do rei vai ter com o preso e, ainda em prisão, diz-lhe que se ele vier diante do rei, ajoelhar-se e, humildemente, implorar o seu perdão, não somente será posto em liberdade, mas será significativamente enriquecido e honrado. O prisioneiro pensa seriamente na proposta, arrepende-se sinceramente da ofensa iníqua ao seu rei, e voluntariamente se quer prostrar diante dele pois aceita com alegria a oferta real. Ele quer sair da prisão, mas está limitado pelas paredes com as suas barras de aço e portão de ferro.

Outro homem também ofende o seu rei e é também colocado numa prisão. Contudo, este homem é muito ingrato, de mente perversa e o seu coração está repleto de ódio pelo seu rei. Algum tempo depois, o rei compassivo envia um mensageiro à prisão, ordena que o prisioneiro seja libertado dos grilhões que o acorrentam e que a porta da prisão seja aberta. Fala com o prisioneiro e diz-lhe que se ele vier diante do rei, ajoelhar-se diante dele e pedir perdão pela sua má conduta, será perdoado, libertado e colocado num lugar de alta dignidade. Todavia, ele é tão teimoso e cheio de arrogância que não pode querer aceitar tão amável oferta. O seu orgulho e a oposição do seu coração são de tal ordem que a hostilidade ao seu rei exerce sobre ele uma influência maior que qualquer promessa real. Ele decide continuar na prisão!

A responsabilidade humana na salvação e na proclamação do Evangelho é um assunto que choca o raciocínio humano. Se Deus predestinou tudo o que vai acontecer, qual é a minha responsabilidade na resposta ao evangelho? E se Deus realmente elegeu os que haverão de conhecer a salvação, e se Deus não falha os seus intentos, qual é o propósito de evangelizar? Onde é que a responsabilidade humana encaixa nos decretos eternos de Deus?

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